27 dezembro, 2011

Explicando refração de ondas


Se você amarra duas cordas de densidades diferentes uma na outra elas deixam de ser duas cordas e passam a ser um sistema. O movimento que uma fizer irá obrigar a outra a também movimentar-se para acompanhar a oscilação. Caso esteja difícil manter as duas cordas juntas, pode-se separar o sistema e deixar que elas separadas criem suas próprias ondas de freqüência e comprimento diferentes (lembre-se que elas são cordas de densidade diferentes por isso a vibração em cada corda é diferente quando separadas. Elas só vibram em harmonia quando estão juntas). A desvantagem de desfazer o sistema é que não dá para fazer o estudo da refração, que é o que nos interessa. Então, fingiremos que essas duas cordas querem estar juntas para que o estudo prossiga.
Quando as cordas estão juntas num sistema e é produzido um pulso as duas vibram, obviamente; contudo se esse pulso vem do lado mais frágil da corda, o pulso muda de sentido. Da seguinte maneira: a corda mais fraca manda o pulso para a corda mais forte, mas no meio do caminho a corda mais forte muda a direção do pulso recebido. Isso ocorre porque no sistema, entende-se que um pulso que sai de uma extremidade fina (ou frágil, ou fraca, como quiser chamá-la) para uma extremidade mais densa surte o mesmo efeito de um pulso numa corda com a extremidade fixa.
Repetindo toda a idéia: quando duas cordas distintas amarram-se uma na outra e ocorre um pulso entre elas, o movimento que ocorre é o mesmo que ocorreria se elas estivessem presas.